• Ana Zacharias

Sobre competição e colaboração nos ambientes

Atualizado: Mar 12



Aprender a dialogar e desenvolver a abertura para escutar outros pontos de vista reduz a necessidade de competição o tempo inteiro nos tornando mais colaborativos o que favorece o pensamento livre, o fortalecimento da confiança, a criatividade e abre novas possibilidades.

Competir pode nos fazer criar novas possibilidades e, em ambientes onde a competição é saudável, podemos aprender muito, abrir novas oportunidades, ver as forças do outro, admira-las, nos inspirar e até copia-las no início para depois aprender a fazer do nosso jeito. Afinal jogadores competentes estudam seus adversários e aprendem com eles. Sabemos que apenas um ganha o prêmio final e essa é a mecânica da maioria das competições e encarar o outro como adversário é muito saudável desde que as regras estejam estabelecidas e que ambos saibam que estão competindo e qual o objetivo final.


Nos comparar aos outros é, também, uma forma de competir em jogos que nós mesmos criamos na nossa fantasia e imaginação e, as vezes queremos 'ganhar' apenas apontando suas falhas, mas será que isso não seria uma armadilha para nos permitir permanecer do mesmo tamanho?


O modelo aprendido é o de competição, não somos premiados nem incentivados a sermos autênticos e sim vencedores. Então antagonizar, tentar nos defender, competir é socialmente mais aceito do que viver as experiências e aprender dos erros.


Até nas conversas corremos o risco de competir quando estamos apenas tentando reafirmar nossas convicções e menos realizando o acolhimento, a escuta e o aprendizado conjunto.


Porém se imaginarmos nossos ambientes de trabalho e relacional de forma colaborativa podemos nos experimentar de forma mais genuína e segura afinal cada um tem o seu papel e podemos então enxergar o outro e que escutar suas vulnerabilidades aceitar como é e, ainda mais, aprender juntos.


Em colaboração nos permitimos ser vulneráveis, confiar no outro, porque temos os mesmos objetivos, e não é aquele erro ou acerto que nos define e sim o conteúdo de acordos e combinados que tivemos até ali, além de cumprir os objetivos. Quando vivemos praticando a colaboração nos permitimos a chamar a conversar, a dizer que aquilo não foi bom, perguntar o que aconteceu para o outro agir daquela forma. Afinal confiamos naquela pessoa e não a definimos naquela ação. E assim podemos entregar somente a autoridade que temos em determinado assunto sabendo que não precisamos ser o melhor em tudo e sim dar o nosso melhor em todas as coisas, principalmente aos outros. O respeito a diversidade, a admiração e a honra são alguns motores neste modelo.


Competir quando é o momento oportuno e destinado a isso é super saudável também nos faz se desenvolver, mas na vida cotidiana construir relações e relacionamentos saudáveis onde não somos apenas peças descartáveis pode ser feito a partir da conexão e da colaboração, porque é aí onde mora o extraordinário. Porque vamos errar e, no momento do erro, vamos nos permitir aprender de si, do outro e com o processo. Percebendo que podemos trilhar o caminho de SER, de existir, construindo e aprendendo porque talvez não seja sobre SE queremos jogar e mais a COMO queremos jogar os jogos que a vida propõe.



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