• Ana Zacharias

novos tempos, novos modelos de gestão

Atualizado: 12 de Dez de 2020

Novos tempos estão sempre acontecendo, basta estarmos atentos as mudanças cotidianas. Porém em alguns momentos, as rupturas e as mudanças dão saltos enormes como as que estamos vivendo agora. Nesse momento é bem comum que muitos se voltem às próprias necessidades primárias, ao estado autoproteção, mas momentos como esse são, também, quando existe uma grande oportunidade de fazer o inimaginável.



Não é tão novo assim, mas ainda é um espaço para aprender. Um modelo de gestão e liderança que fomenta a segurança emocional, relações mais fortes e íntegras trazendo a colaboração para permitir resultados eficazes por meio da inteligência emocional. Praticando a compaixão, a escuta e colaboração que ajuda a criar ambientes com maior segurança e criatividade com colaboradores ainda mais comprometidos com o objetivo da empresa.


Até certo tempo era uma premissa, porém ainda existem espaços onde ser líder significa autoritarismo, comando, se manter distante, dar respostas. Se entende que a racionalidade, a estratégia e a forma calculada das ações tornam o profissional pronto para liderar e gerar resultados.


Porém o perfil profissional, a economia globalizada, as relações laborais, a geração e as relações humanas ganharam novas nuances e significados. Como então interagir com essa nova realidade?


Há um convite urgente para o papel de liderança se adaptar! Um líder tem cada vez menos a ver com comandar e cada vez mais com gerir pessoas e suas necessidades, em demonstrar o norte e colaborar com a ampliação da consciência do papel de cada um dentro da empresa. Faz mais sentido nutrir, incentivar boas práticas e ações entre todos e colaborar com o desenvolvimento dos indivíduos em seus diversos níveis de consciência. Assim existe a importância que este líder se aproprie da responsabilidade de quem está a serviço das pessoas porque se preparou para isso.


É possível! O caminho é longo, a vida e nossas próprias demandas acontecem na vida de todos independente do papel que desempenha.


Mas como? Mantendo o foco no que é importante, eliminando as urgências, gerindo as próprias demandas, se mantendo com o propósito que ajudamos a criar ambientes saudáveis para o maior número de pessoas.


Para isso manter a saúde mental e emocional em dia é premissa básica, recordar cotidianamente que legado quer construir. Soltar o controle das coisas menores, parar de microgerenciar, pois liderança não é aquela que cobra, pressiona e briga ou silencia. É aquela que pergunta, desperta curiosidade, permite e compreende que o erro é parte do processo e que está com a atenção voltada para que ocorra em menor escala causando o menor impacto possível.


Despertar outras formas de inteligência como estar integralmente disponível, despertar a intuição, desenvolver em si a colaboração e a inteligência emocional utilizando recursos como a compaixão e a generosidade, a gentileza, o agradecimento. Ter a percepção das próprias responsabilidades. Entrar em contato com o mundo emocional exige coragem. Mas a vida convida a coragem! Sejamos líderes corajosos na tomada de decisão e nos métodos aplicados.


Compreender que tudo está interligado, que somos parte do mesmo processo, que a empresa é um organismo vivo e TODOS estamos a serviço dela em colaboração. As conversas menores não têm espaço aqui. O olhar é humano, altruísta, perceptivo e cheio de objetivo inclusive na escuta subjetiva para que a equipe trabalhe e desenvolva a performance. Deixar crescer para crescer. Perceber os espaços de aprendizagem. Trazer os apoios necessários.


O principal desse novo líder é ser humano compreender e aprender técnicas para se conectar consigo mesmo, com sua identidade, estar em contato com seu propósito, fortalecer a autoconfiança eliminando distrações cotidianas para oferecer o melhor para o seu time pela escuta, a atenção e presença desenvolvendo a colaboração e a inclusão.


É possível e a colheita é incrível!

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