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  • Ana Zacharias

Sonhos, projetos e os aprendizados da jornada

Atualizado: 18 de Mar de 2019

Há alguns aprendizados sobre dar vida aos meus projetos que tive ao longo destes anos como empreendedora e também escutando muitas pessoas que fazem diferença hoje pra mim. Está com vontade de tirar um sonho da cabeça e um projeto do papel?

Muitas vezes me peguei comparando os ‘bastidores da minha vida’ com o ‘palco das redes sociais dos outros’ e mergulhei em julgamentos sem a menor possibilidade de validação o que, muitas vezes, me trouxeram sentimentos que, além de não me impulsionar, me paralisaram. Percebi que não fazia a menor ideia de como o outro chegou naquele momento então, como me comparar? Comecei a praticar sempre a reflexão sobre a minha história e me comparo comigo de alguns anos atrás e percebo o quanto consegui fluir, avançar e mudar o que me incomodava e, também ampliar a percepção que antes não tinha.


Quando decidi o que gostaria mesmo de fazer eu queria um retorno quase mágico e então veio a angústia e a percepção de que eu tinha comprado o bilhete errado. Parei, refleti e respirei. E, uma forma para apaziguar o meu coração e reduzir a ansiedade foi dividir em pequenas metas. A minha nova forma de viver, o meu projeto de vida começou sim com o primeiro passo, mas não se definiu por ele. Levantar do sofá, planejar, criar estratégias e pequenos objetivos me faz celebrar mais momentos me nutrindo das pequenas vitórias cotidianas e aproveitar melhor a jornada.


Durante o caminho eu aprendi que preciso me perdoar porque nem tudo que planejei saiu como nos sonhos. Percebi que precisava praticar esse perdão para mim e para os outros para acreditar que será do jeito que precisa ser para o meu aprendizado. Também precisei abandonar a necessidade de perfeição e de não me prender as minhas expectativas entregando e confiando. Compreendi que a vida acontece em todos os momentos e não só naqueles que imaginei ao final do percurso.


Eu utilizo todo tempo que tenho para aprender sobre mim, sobre o meu mundo emocional e os gatilhos que me tiram do rumo e também aqueles que impulsionam. Me apaixonei pelas perguntas! Sempre me pergunto, isso é escolha minha ou só estou replicando o que aprendi? E, se me percebo no automático, replicando crenças e/ou ações me atrevo a perguntar -Quero permanecer assim? Porque ao realizar ações conscientes faço por escolha que funcionam para mim sem precisar me adequar a um padrão externo de forma inconsciente e então saio do papel de vítimas da vida para protagonizar as ações.


Quando comecei a empreender tinha muitas dúvidas e, às vezes, ficava muda, quieta, reclusa. Aprendi que faz toda a diferença criar e nutrir uma rede de apoio, porque preciso dessa interdependência para aprender. Quando me torno vulnerável as conexões acontecem. Buscar a família, os amigos, os parceiros e os colegas de trabalho que podem me escutar e trazem opiniões me ensinam a escutar também e perceber que há vários outros jeitos de realizar os mesmos projetos e os mesmos sonhos.


E, entre tantos outros aprendizados, nessa jornada aprendi a respirar, a buscar uma prática espiritual, a movimentar o corpo, estar com pessoas que amo. Aprendi que sou responsável pelo todo em mim, por nutrir, por cuidar. Nessa caminhada eu aprendi a praticar os ‘3Gs + 2 Cs’ – Gentileza, Gratidão, Generosidade + Compaixão e Coragem - Comigo, com o os outros, com a vida!


Se você tem um projeto para tirar do papel, um sonho na cabeça e precisa de ajuda para começar ou continuar essa jornada clique aqui.


Um abraço, boa sorte e nos vemos por aí :)

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